
Parece que as coisas agora vão tomar o rumo que tanto era esperado, os sentimentos se conflitam e o nó na garganta começa a sufocar. São milhas e milhas e milhas de distância. O medo do incerto vai tomando um espaço que não devia, mas o sentimento de felicidade pela felicidade do outro ainda é maior. E precisa continuar assim, senão torna-se impossível uma convivência bacana... Por gostar demais fazemos coisas que jamais imaginaríamos, deixamos todo o egoísmo de ladinho, calado e passamos a nos dedicar quando o outro merece. E que assim seja, enquanto houver merecimento, façamos por onde, façamos o que tiver ao nosso alcance, deixemos de lado toda essa hipocrisia e filosofia besta de que não se deve fazer algo, por medo de vir uma decepção. Entreguemos nossos corações quando realmente valer a pena. Aí teremos duas saídas: talvez iremos sofrer, talvez encontremos a pessoa certa, que quase nunca é a certa e às vezes é até a errada, não é aquela que faz tudo certinho, porque nem sempre estamos precisando do certo, essa pessoa pode até um dia nos magoar, mas não foi por maldade, e tão logo estará te fazendo carinhos. Essa é aquela que merece todos esses sacrifícios.
As mãos vão ficando frias, a cabeça cheia de pensamentos, o dia - a – dia perde o brilho cotidiano, e a rotina muda. Como será que tudo vai se processar? Uma mão envolve outra, por quase todos os dias. Agora são milhas e milhas e milhas de distância. O tempo precisa ser um aliado. Umas histórias já foram tristes, outras felizes. O sol e um belo sorriso, um abraço apertado, engulo o choro, como uma vez há muitos anos atrás. Nada acontece por acaso...

